segunda-feira, 27 de setembro de 2010

setembroS

setembronada?
nado
porquechove?
porquesim
porqueS
não
setembrosabe?
não
setembrotudo
seteoutubros
semprenado
comoSefossem
naus
novesforaoutros meses
maisoumenos
tudo igual

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

NeoClichê

"Um dia ainda coloco um sorriso cretino nessa sua cara."

sábado, 17 de julho de 2010

dois e meio

É tempo.

Tanta coisa aconteceu. Tentamos. Aí está. A prova viva de tudo. Não tem alguns telefonemas, algumas brigas, algumas idéias, sons sem música, voz sem coro. Choro.

É o significado do "Desventuras" ali em cima. Tivemos nossos momentos. É. Tempo. É tempo.

Choro até tem. Tem coisas lindas também. Aliás, tem tudo - se você olhar bem.

E olha que isso não é tudo, afinal. Não é o fim. Apesar de até parecer. Ainda estamos aqui.

E a orquestra cumpre sua função. De lugar, de posição. Depositamos nossas inspirações aqui. E a maioria vai virar música. Ainda que seja apenas na imaginação. Nem todas. Algumas já são canção de fato. Guitarra, bateria e baixo.

E a banda?
A banda é uma questão de estúdio, gravação e tempo. É. Tempo. Afinal...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Hidroponia

Quando me mudei para cá, havia em frente à minha casa um senhor de idade avançada. Ele tinha por hábito manter seu quintal de terra sempre limpo, porém vazio, com exceção de uma pequena muda, que cultivava diariamente. Eu a podia ver com perfeição de minha janela. Criei empatia pela planta, de maneira que me atei à cultivá-la mentalmente.
Durante duas estações à observei. Um dia ela não estava mais lá. Pude ver que em seu lugar estava a marca de um buraco cavado e coberto.
Tempos depois, ali surgiu uma espécie que eu desconhecia, e por isso mesmo, me fez curioso à maneira da primeira. Passei a atentar também para o velho, e vi que seguia com dedicação crescente.
Ela já ganhava formas de árvore quando sumiu.
Acompanhar esse processo cíclico e absurdo logo tornou-se minha principal atividade.
Reservei um sábado inteiro à vigilia: uma terceira muda havia sido posta, e crescia. Deduzi o que qualquer um deduziria.
Eis que, no final da tarde, vi este ancião, de mãos nuas, arrancar o verde do solo, pondo à mostra raízes grandes. Antes disso, praguejou algo que não entendi. Ali ficou por algum tempo, depois foi para dentro levando o restolho ainda firme nas mãos.
Imaginei que tenha repetido tanto a sequência que seu quintal ficasse infértil.
Fui informado do óbito de meu vizinho. Algum tempo depois, a casa deu lugar a um prédio mais alto que o meu.
Hoje eu tenho idade semelhante à do jardineiro.
Há quem tenha me dito que fosse doente. Conhecidos disseram que procurava a perfeição, e outros que não era satisfeito.
Eu, até hoje, não concluí nada.
Não concluí nada.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Paper View

"Com cuidado, retirei o papel que entupia o buraco da fechadura. Era Susana."

quarta-feira, 24 de março de 2010

Devagar, meu bem (Vídeo)

quarta-feira, 10 de março de 2010

Trabalhando!