sábado, 6 de fevereiro de 2010

Violões

Olá amigos!

Esse é mais um post daqueles que eu escrevo um monte de coisa, proponho idéias, mostro músicas novas, arranjos e faço um monte de planos para nós. Então vamos lá.

O Primeiro.

Tendo em vista a dificuldade que tivemos com nossas primeiras gravações, fiquei martelando como seria possível, trabalharmos de uma vez, termos alguma coisa completa, concreta, pra ensaiar, tocar e publicar. Não via saída, queríamos dar tudo de nós, tudo que aprendemos, nossas idéias e técnicas de produção e gravação estavam além do nosso equipamento e disponibilidade.
Ao mesmo tempo comecei a ouvir tudo que podia do Bob Dylan, ouvi coisas velhas do Elvis, foi pesquisar coisas do Raul, sem propósito, só pra estudar mesmo. Até que um dia veio sem querer.

Simplificar.

É um conceito muito usado pra resolver qualquer problema, e possui inúmeras interpretações. Mas no nosso caso. No caso do da música, do Rock. Tem o Folk. É assim, simplicidade eu digo, em ser direto. Não enfeitar demais. Sem frescura. O importante é a mensagem. A questão é que, beleza, sabemos fazer música boa com arranjos de três guitarras, efeitos e o diabo a quatro? E se tiver só violão e voz? Arranjos vocais podem “complicar” bastante, e nós gostamos disso. Chocalhos, pandeiros e todo tipo de percussão alternativa? Somos bem treinados nisso também. Sabem o que mais?
Não fica legal com aquela qualidade de estúdio limpinho, sem nem um chiadinho. Legal é gravado em casa! Dá aquela sensação de verdade. Sei lá. Posso estar falando bobagem. Mas é isso!
Música de garagem!

Roupagem.

Daí, teríamos que escolher as músicas.
Deveriam ser as que falam mais, que tem uma mensagem, mais crua, talvez. Sem falar que seria pecado pegar as músicas que já estávamos produzindo e arranjando e desfazer, mudar tudo. Não. Espera, que elas vão ter o tratamento que merecem quando pudermos gravar direito e com calma.

Escolhi algumas. Escrevi mais algumas. Arranjei algumas. Trabalhei bastante antes de escrever essa mensagem.

Pensei num álbum. Do tipo EP, sabe, gravado em quatro canais, violão, violões, voz, nós... tema!
Tem! Até mesmo título!
Tem que ver se já não usaram, mas tá aí.

“Folcassetes”!

A primeira idéia era gravar ao vivo, com a mesa ligada num gravador de fita cassete e depois se virar para digitalizar. Ou o som ficaria animal, ou ficaria uma bosta. Provavelmente isso dependeria da qualidade do gravador... Daí, já viu. Se existir algo pra vender ainda, ou é caro ou não funciona. Mas a idéia é romântica...

(Pensei até na arte visual do álbum, seja num blog, myspace, ou o que for, com fitas cassetes e tal, bem retrô e aquele cinza marrom de velharia.. haha)

Porém, poderíamos simular os (d)efeitos de uma gravação em cassetes (Ô palavrinha... hahaha).
Gravando tudo (tudo... ) canal por canal, do jeito que a gente sabe, dá aquele trato no sinal, pra ficar bem caseiro, mas legal! Afinal (porra de rima! Quando eu me empolgo... desculpem), é caseiro de qualquer maneira!

Eu achei maneirasso! (Mas é suspeito, já que tive a idéia)

Topam?

Aqui vai! Letras novas, alguns arranjos porcamente gravados e zaz!

“Longa/Curta”

O azul da sua blusa curta
Curta, baby, curta enquanto possa
Porque o tempo, o tempo é uma bosta

Você luta, escreve, apaga
Zé – Labuta e não tem nada
O tempo não tem resposta

(Refrão)
Curta Baby
Longa vida pela frente
Só parou de “de repente”
Tropeçou numa valeta, pedra preta e doeu

(Falado)
Ou foi só o susto da surpresa
Despertou uma fraqueza
De repente o chão não é mais fiel
A noiva não tem mais véu
E o céu escureceu

E tudo não é mais aquilo que você sonhou
E tudo é só mais um ou outro quilo que ganhou
...

Na mochila, no cansaço, no calçado
Chão batido. Não há nada errado
Se inundar a gente atravessa a nado

(Falado)
Cada um com seu braço
Mas estamos no mesmo barco
Hey Baby
Não espera, não esquece
E daí que nada é o que parece
Se o chão é um vão, se agora falta ar
Hey Baby
Não se apresse
Não tem lugar nenhum pra chegar
Agora,
Você quer um abraço?

(Repete refrão)


Outra...


“O Lobo”

E agora onde está o povo
Na hora que o lobo começa a uivar
E agora onde está o Pedro
E o Paulo segundo para me ajudar

Na hora que a fome bate lá no fundo
E a noite cai num suspiro mudo
É agora que vai, mesmo por um segundo
O medo de todo mundo

Desespero, eu espero
E desafio quem protesta
Não há só um que resta
Diante dos olhos da besta
Ninguém quer encarar

E agora ante um belo uivo
Tudo fica mudo e se põe a esperar
E agora, se ele está na janela
Quem é que vai verificar

E agora, se ele for um cachorro
De rua, apaixonado pelo luar
Procurando a luz, se está sujo, quem vai

Quem vê através do medo
Quem não tampa o ouvido
Quem tem coragem de questionar


Outra...


“Homem”

Hey... Homem!
Você é homem pra quê?
Hey... Homem!
Você já sabe o que quer?
Hey... Homem!
Um hominídeo qualquer
Você está preparado pro que der e vier?

A vida não é só uma calcinha e um disco voador
Você pode até não ser um astronauta, mas um bom professor
Você deve cuidar dos seus meninos com respeito e com amor
Você deve olhar pra suas meninas
Com o olhar compreensivo
De quem já fez muito erro
Mas pode aprender com o incompreensível
Como choro de bebê
Quando nasceu e você não esqueceu!

Hey... Homem!
Você é homem pra quê?
Hey... Homem!
Você já sabe o que quer?
Hey... Homem!
Um hominídeo qualquer
Você está preparado pro que der e vier?

Hey... Homem!
Esquece esse exemplo de Rei e de General
Hey... Homem!
Mostre um lado um pouco mais, natural
Hey... Homem!
Você também é humano
Homem!
Não se esconda atrás dos planos
(Homem! Homem! Homem!)
Muito menos de um AR-SE-NAL!


... Mais uma. (Essa foi só editada. Ou aumentada!)


"Panis, Panos e Apatia."

As pessoas do elevador
Pagando o cobrador
As pessoas do metrô
As pessoas solitárias
As pessoas da avenida
As presas num carro sem saída
As pessoas do trânsito,
Do farol E do sinal
Nenhuma vida afinal
As pessoas sozinhas
Mendigos, pombos e galinhas
As pessoas de etiqueta
Com licença, obrigado
Alinhando a camiseta
Gravata colorida
Apertada, cuidado com a comida
Do chefe
As pessoas do chefe
As pessoas amarradas
O preso, o preço
O trânsito mais uma vez
As pessoas sem saída
As pessoas da salada
A corte
As pessoas que fazem sala
Até a hora do jantar

Eu quis simplificar
Sua canção iluminada ao luar
E violar alguns direit’autorais
Se o leão vier morder não tem mais
As pessoas da sala dos tribunais
Advogados, gravadoras e quem mais
Cadê os vampiros da sala de jantar
Vão dar um par de brincos e um colar
Pra me comer e depois acorrentar
Vender uns discos até a fonte secar
E dinheiro, que su-ce-deu, deu, deu...
Comeu


Fiz os arranjos mais simples do planeta. O negócio é dar atenção pra letra! Só não consegui fazer o upload ainda, então vou mandar nos emails da banda!
Abraços!

1 comentários:

Bruno Vasco disse...

Talvez a paródia de "Panis" tenha ficado meio forçada demais. Julguem vocês!